
Nas quase seis horas de carro que levou de Santos a Mangaratiba, na terça-feira, quando foi apresentado como técnico do Fluminense, Cuca, em alguns momentos, voltou a ser o o bom aluno Alexi Stival e começou a fazer contas dentro do carro. Numa das mãos, a classificação do campeonato. Na outra, a relação de jogos do segundo turno.
No fim, o resultado: o Fluminense, pelas contas de seu técnico-matemático, precisa fazer 44 pontos para fugir do rebaixamento, que seria um duro golpe para o clube, que há um mês e meio disputava a final da Libertadores.
- Eu calculo este número, quarenta e quatro. Como no primeiro turno só fizemos dezesseis, precisamos fazer vinte e oito no segundo. São dezenove jogos, ou seja, precisamos ter um aproveitamento de cinqüenta por cento, conquistar uma média de um ponto e meio por partida. Isto quer dizer que, para começar, o empate, que só vale um ponto, é mau resultado para nós - explica Cuca, com as contas na ponta da língua.
O treinador tricolor, no campo da matemática, só não gosta de fazer um tipo de exercício: projeções. Cuca não estipula metas, pois acredita que neste momento o time esteja precisando de respostas imediatas.
- Primeiro, precisamos ganhar do Atlético, que está com oito pontos na nossa frente e contra quem não jogaremos mais. Depois a gente pensa no Náutico, Sport, Flamengo e assim vai - completa.

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