
O técnico Cuca foi apresentado oficialmente como comandante do Fluminense às 16h desta terça-feira, em Mangaritiba, no sul do estado do Rio, onde o time tricolor treina se preparando para a rodada do fim de semana do Brasileirão, em que o Tricolor enfrenta o Atlético-MG, no Maracanã. Antes de comandar seu primeiro treinamento, ele prometeu: o Fluminense não será rebaixado. Confira abaixo os principais tópicos da entrevista do novo treinador do Flu.
Clubes anteriores
“Comecei o Brasileiro no Botafogo, onde fiz três jogos e depois saí, até porque isso já estava meio que programado. Eu só ficaria se a gente conquistasse a Copa do Brasil. Depois, fui para o Santos, onde fiquei 13 rodadas. Mas lá não deu aquela liga, aquela química que tem de haver entre o treinador e o clube, mas desejo muita sorte a eles”.
Novo desafio
“Quando saí do Santos, confesso que ia dar uma parada para reciclar. Depois, eu vi que deveria terminar esse ano por cima. Acho que a minha chance é aqui no Fluminense. Encaro essa chegada como um desafio, porque temos um grupo forte, que foi à final da Libertadores, e agora vamos buscar o título do segundo turno”.
Trauma
“O Fluminense perdeu um título por questão de sorte. Eu sei bem o que é isso. Já perdi algumas vezes, inclusive nos pênaltis. O time precisa se recuperar. Não são duas peças que vão chegar e vão resolver a situação. Eu acho até que chegou a este ponto porque o Fluminense não atuou com o time titular em muitas partidas. O Renato (Gaúcho) fez certo em poupar, eu faria o mesmo, mas agora temos de nos recuperar, arregaçar as mangas. Todo jogo para nós será uma decisão”.
Torcida
“Mesmo sem conhecer o clube, já estou me sentindo bem aqui. Mal cheguei e já quero pedir à torcida para nos ajudar no Maracanã, contra o Atlético-MG. Vamos precisar muito dela nessa caminhada, ela que fez uma festa lindíssima na final da Libertadores”.
Tricolor de coração
(Quando estava no Botafogo, Cuca declarou que torcia pelo Fluminense na infância)
“Ainda bem que eu falei isso quando estava no Botafogo, que é um clube que eu gosto muito, muito mesmo. Realmente, eu era tricolor quando criança, só que isso não vai resolver nada. Se eu não ganhar, ninguém vai querer saber se sou tricolor ou não. O Fluminense, pra mim, é grande, não deve nada a nenhum clube do futebol brasileiro”.
Dodô
“Não tive problema com o Dodô no Botafogo. Na ocasião, o que aconteceu é que saiu uma matéria de jornal que não era real. Acabei prejudicando o Mário Sérgio dando declarações como se eu fosse técnico do Botafogo, e ele já tinha assumido. Hoje, sei que existe um probleminha com ele aqui, mas primeiro quero conversar com ele, com a diretoria, e, depois, eu passo alguma coisa em relação a isso para vocês (imprensa)”.
Rebaixamento
“O Fluminense não vai ser rebaixado. Isso é uma promessa, uma meta e um objetivo. Quero ajudar e ser ajudado pelo Fluminense, pegando tudo o que o Renato deixou de bom, porque não foi pouca coisa. Já tenho o time na cabeça, quero ver se o Arouca já está recuperado do problema na mão para poder divulgar para vocês”.
Cuca x Renato
“Acho que tem algumas semelhanças. Também sou amigo dos jogadores, mas acho que sou um pouco mais chato do que ele”.
Botafogo
“Lá, não conquistamos muita coisa, só duas Taças Rio, mas o time está jogando muito bem hoje. Acho que isso é resultado, pelo menos um pouquinho, do que foi feito lá atrás e do que está sendo feito agora brilhantemente pelo Ney Franco”.
Clássico vovô
(O presidente Roberto Horcades brincou que o maior título de Cuca no Botafogo foi ter perdido apenas uma vez para o Fluminense)
“A gente não pode achar que a minha vinda para cá é boa por causa disso. Até porque a gente só vai jogar contra o Botafogo mais uma vez. Não é porque saí de lá que o Fluminense agora vai vencer”, brinca.

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