
Os jogadores do Fluminense desembarcaram no Aeroporto Santos Dumont, às 23h, vindos de Ipatinga, onde perderam para o time da casa por 2 a 1, neste domingo. No retorno ao Rio, foram informados por oito seguranças particulares, que fizeram plantão no aeroporto, da presença de cerca de 30 integrantes de uma das torcidas organizadas do clube, a mesma que na última quarta-feira fez um protesto fúnebre na arquibancada do Maracanã, enterrando simbolicamente seis jogadores e o técnico Renato Gaúcho.
Ao tomarem conhecimeto da presença dos torcedores, muitos com pedras e morteiros nas mãos, os jogadores desceram do avião e entraram no ônibus que os conduziria às Laranjeiras na pista do aeroporto. O veículo saiu pelos fundos do Santos Dumont, escoltado por duas viaturas da Polícia Militar, duas motocicletas e dois carros de passeio com seguranças do clube, mas deu de cara com os torcedores, que soltaram os morteiros e xingaram o time.
Preocupados com a integridade física dos atletas, os seguranças não permitiram que o ônibus seguisse até as Laranjeiras, onde outro grupo de torcedores aguardava os jogadores. O ônibus da delegação conseguiu despistar boa parte dos torcedores, mas ainda assim foi seguido por três carros pelo Aterro do Flamengo e Copacabana, onde alguns atletas desceram e ficaram hospedados num dos hotéis da Avenida Princesa Isabel.
Dali, ainda escoltado por um comboio da PM, o ônibus ultrapassou todos os sinais fechados, deixando os torcedores para trás. A parada final se deu num hotel de São Conrado, onde jogadores como Roger, Diego, Tartá e Washington, já em segurança, pegaram táxis para as suas residências. Visivelmente constrangidos, os jogadores não deram declarações.

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