
O Fluminense começou a temporada com três atacantes de nome, Washington, Dodô e Leandro Amaral. Logo no começo, ficou sem Leandro Amaral, que perdeu ação na Justiça e teve de voltar ao Vasco. Depois, sem Dodô, que frarutou o rosto. Sobrou apenas Washington, grandalhão e guerreiro, que mesmo sozinho lá na frente, se desdobrava para ajudar o time a conquistar vitórias importantes.
Na algumas semanas, era nítida a queda de rendimento do atacante, que chegou a ser vaiado por parte da torcida. Washington chegou até a brincar dizendo que não conseguia fazer como o personagem Didi Mocó, dos Trapalhões, que batia escanteio e corria até a área para cabecear. Tendo de voltar para marcar, cair pelas pontas e ainda marcar presença na área para fazer gols, Washington cansou de matar bolas na canela.
Mas na vitória sobre o São Paulo, o Coração Valente desencantou. Após vários jogos, o técnico Renato Gaúcho não fez nenhuma improvisação, escalou a equipe no tradicional 4-4-2 e o time teve boa atuação. Washington, enfim, pôde fazer o que mais sabe, gols, e não virar armador ou marcador. Sempre polido, o atacante preferiu defender o técnico Renato Gaúcho, mas comemorou a adoção do tradicional esquema, com cada jogador atuando em sua real posição, sem volantes nas laterais, laterais no meio e apoiadores no ataque.
- O time ficou mais redondinho, sim. Mas não havia ficado antes porque não tinha ala direita. O Rafael machucou, o Carlinhos machucou. Foram muitos problemas. Acho que o time jogou muito bem, redondo, com todo mundo fazendo o seu. Foi muito legal. Eu gostei – respondeu, visivelmente aliviado.

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