
Enquanto luta para se livrar do rebaixamento dentro de campo, o Fluminense trabalha também para contornar problemas fora dele. Esta semana, o presidente do clube, Roberto Horcades, recebeu um ofício informando o parecer da Justiça do Trabalho em relação a uma ação do meia-atacante Paulo Isidoro, atualmente no Fortaleza, pedindo indenização por quebra de contrato em sua passagem pelas Laranjeiras, em 2002.
Julgada pela juíza Giselle Bondim Lopes Ribeiro, a ação prevê o pagamento de cerca R$ 9,2 milhões ao jogador, que tenta aumentar o valor para R$ 20 milhões. Com o objetivo de garantir o direito de Paulo Isidoro, foi deferida a tutela antecipada determinando retenção das cotas do Tricolor no Clube dos 13 correspondentes aos direitos televisivos do Brasileirão de 2009 até 2011.
O órgão ainda não respondeu sobre a viabilidade desta execução. No entanto, o advogado do jogador teme que o fato de Horcades ser vice-presidente do C13 possa dificultar o bloqueio.
- Sabemos que em todo mês de outubro o Clube dos 13 antecipa as cotas de televisão e esta é uma garantia que temos. O Fluminense nunca se manifestou contra o valor definido pela justiça, que não pode mais ser impugnado. O nosso receio é pelo fato do vice do C13 ser o presidente do Fluminense, isso pode criar obstáculo. Mas já foi expedido um ofício informando ao dirigente esta decisão - diz Theotônio Chermont de Brito, advogado de Isidoro.
O advogado do Fluminense que está cuidando do caso, Mário Bittencourt, confirma a existência da ação, mas garante que ainda não há uma definição para o caso, que ‘está sob controle’.
- Esse processo ainda está em Brasília. O que se tem no Rio é uma execução provisória, que se chama carta de sentença. O reclamante começa a executar para garantir o recebimento futuro. O valor ainda não está definido. O Fluminense hoje não tem esse crédito no Clube dos 13 e não há esse valor para bloquear. A ordem fica lá e quando entrar o valor o C13 tem que reter e depositar em juízo, não diretamente para o Paulo Isidoro. O Fluminense está recorrendo e entendemos que esse valor tem que ser bloqueado aos poucos. Senão complica as finanças do clube. Depois que o ato trabalhista caiu, o Fluminense passou a sofrer com as penhoras e conseguimos acordos em mais de 40 processos. Isso é normal, mas está tudo sobre controle. Inclusive este processo.
Há ainda a possibilidade de o presidente Roberto Horcades responder pela dívida, caso o Fluminense não tenha condição de quitá-la.

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